O Campfire Model: ecos do passado na era do desenvolvimento com Agentes
Discover The Campfire Model: Steve Yegge’s proposal prioritizing human collaboration and creativity over AI-driven software development.
Os Sistemas Legados e a Inteligência Artificial (IA) são, hoje, as duas forças que definem o futuro da TI empresarial, mas caminham em sentidos opostos. Enquanto a IA exige sistemas abertos, conectados e evolutivos, os Sistemas Legados operam como caixas-pretas de código obsoleto que nenhum agente consegue ler, interpretar ou controlar.
O relatório Top Legacy System Modernization Companies in 2026 destaca que a dívida técnica consome entre 20% e 40% do valor total do patrimônio tecnológico de uma empresa, enquanto a IBM revela que 53% dos executivos afirmam que suas iniciativas de IA foram prejudicadas por dificuldades de integração com sistemas legados.
O problema é técnico e também de capital humano: aproximadamente 10% dos programadores COBOL ativos se aposentam a cada ano, e as universidades já não ensinam essa linguagem. Os dados a seguir demonstram a dimensão do problema:

Diante desse cenário, a maioria das organizações oscila entre extremos igualmente problemáticos. Um sistema Java que replica lógica COBOL mal compreendida acumulará a mesma opacidade em 20 anos. O problema, portanto, é a ausência de um modelo de conhecimento explícito e governado. 
Existe uma premissa que muda tudo: o conhecimento de negócio é um ativo separável da tecnologia que o executa. Regras, processos, validações, cálculos… Tudo isso pode ser tratado como um modelo explícito, auditável e independente da linguagem ou plataforma do momento. Modernizar não é jogar fora anos de regras de negócio. É preservá-las e regenerá-las sobre tecnologia atual. Quando a tecnologia muda, de AS/400 para Java, de monolito para microsserviços, de on-premises para a nuvem, o sistema é regenerado a partir desse modelo de conhecimento, não reescrito linha a linha. O que permanece constante é a inteligência de negócio. O que muda é a plataforma de execução. Essa distinção tem consequências práticas diretas sobre prazos, custos, rastreabilidade e a capacidade de adoção de IA.
O GeneXus é uma plataforma de desenvolvimento de software que, por meio de Inteligência Artificial Determinística, captura, modela e preserva o conhecimento do negócio de uma organização, e então gera automaticamente o código e a infraestrutura necessários para executá-lo na tecnologia de destino escolhida. O GeneXus pode gerar código COBOL e RPG, além dos modernos. Isso significa que novas funcionalidades podem ser integradas ao sistema legado como extensões naturais, sem camadas intermediárias forçadas, até que o módulo esteja pronto para ser migrado completamente. Para sistemas legados em COBOL, RPG, PL/1 ou AS/400, o processo segue etapas claras:
GeneXus analisa o código legado com IA determinística e extrai as regras de negócio, fluxos e modelos de dados, separando a lógica do substrato tecnológico.
Os programas COBOL ou RPG existentes podem ser encapsulados como objetos externos, expostos como serviços REST ou SOAP. O sistema legado continua operando enquanto a modernização avança por módulos.
A partir do modelo de conhecimento preservado, o GeneXus gera o código para a arquitetura de destino: microsserviços, cloud (Azure, AWS, GCP), .NET, Java, sem que o desenvolvedor precise reescrever a lógica.
O modelo “tudo ou nada” é descartado. Legado e moderno coexistem, com as novas camadas substituindo os módulos antigos de forma incremental e controlada, sem interromper operações críticas.
Com o núcleo modernizado e o conhecimento de negócio sob governança, os agentes de IA podem operar com rastreabilidade e confiança;lendo, decidindo e atuando sobre sistemas que agora têm semântica clara.
Conceitos sem evidência são teoria. Os dois casos a seguir documentam resultados verificáveis em ambientes de produção real, em contextos de alta exigência.
O sistema eSocial do TCE-MT foi desenvolvido originalmente na versão 10 Evolution 1 do GeneXus lançada no ano de 2010. A demanda era modernizá-lo para a versão 18, acompanhando a evolução tecnológica sem comprometer a integridade das regras de negócio acumuladas. Resultado: praticamente 100% da base de conhecimento existente foi reaproveitada, sem reescrever código. A equipe pôde se concentrar inteiramente nas regras de negócio, não na infraestrutura técnica.
“O GeneXus aproveitou praticamente 100% da nossa base de conhecimento existente, garantindo a integração com tecnologias mais atuais sem a necessidade de reescrever o código.” Edinelson Marcio Menin Coordenador de Sistemas, TCE-MT.

Bantotal é um core bancário desenvolvido pela De Larrobla & Associados (Uruguai) e construído inteiramente com GeneXus desde o início, nos anos 90. Em mais de 30 anos de operação, a plataforma nunca precisou ser reescrita do zero, apenas regerada conforme a tecnologia evoluiu. Sua trajetória tecnológica evoluiu das telas verdes do IBM AS/400, passando por Client/Server com Windows, depois Web, até arquiteturas atuais em microsserviços na nuvem (Azure). Em cada mudança, o conhecimento de negócio foi preservado e regerado, não descartado. Dois momentos de estresse extremo validaram a resiliência da abordagem:
Mudanças regulatórias críticas (a pesificação, congelamento de contas) implementadas em tempo real, em uma velocidade que os sistemas tradicionais não teriam conseguido absorver.
Adaptações operacionais e regulatórias absorvidas com a mesma agilidade, sem interrupção de serviços em 65 bancos clientes.
Um agente de IA é, na prática, um sistema que observa o estado atual dos dados e processos da empresa: estoques, transações, registros de clientes e pedidos em andamento. Ele raciocina sobre essas informações e executa ações concretas: aprovar um crédito, atualizar um saldo, disparar um alerta. Para fazer isso com segurança em contexto empresarial, são necessárias três condições: APIs acessíveis, rastreabilidade de ações e capacidade de evolução.
Sem essas condições, a IA fica confinada em uma bolha: dashboards vistosos, chatbots de atendimento, automações de baixo impacto. Nunca opera sobre o núcleo do negócio, que é onde está o valor real.
Neste momento, a questão já não é se a sua organização vai adotar IA, porque essa decisão já foi tomada pelo mercado, pelos concorrentes e pelas expectativas dos seus clientes. A pergunta que importa agora é: sobre qual base você vai construir? Se a resposta for “sobre o legado atual, sem mudanças“, você está aceitando que a IA da sua empresa operará na periferia, e que o custo crescente de manutenção continuará consumindo o orçamento que poderia financiar a inovação. Se a resposta for “reescrevemos tudo do zero“, você está aceitando anos de risco, altos custos e perda de conhecimento de negócio para, ao final, ter um sistema que envelhecerá da mesma forma.
O terceiro caminho: preservar o conhecimento de negócio e regenerar a aplicação sobre tecnologia atual é a opção que transforma décadas de investimento em ativo estratégico, e não em uma âncora operacional.
Se você quer transformar seus sistemas legados em ativos para a IA, convidamos você a agendar uma consulta com nossa equipe. Analisamos o seu stack atual e mostramos um caminho concreto para modernizar sem reescrever, sem interromper operações e habilitando IA desde o núcleo.
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