Minha experiência no Japão com GeneXus
My Experience in Japan with GeneXus is the story of Carlos Tedesco, one of the winners of the Let’s PLAI contest.
Pessoas ao redor do mundo têm incorporado a Inteligência Artificial Generativa em seu cotidiano de maneiras surpreendentes. Uma análise recente de milhares de postagens online revelou que as principais formas de uso da IA por usuários individuais são:
Isso marca uma mudança importante em direção a aplicações mais humanas; de fato, especialistas que esperavam que a IA se destacasse apenas em tarefas técnicas agora percebem que ela ajuda tanto ou até mais em nossas inquietações humanas e desejos do dia a dia.
Vale destacar que essas tendências são globais e não se limitam a uma única região. Em mercados emergentes, a adoção está especialmente acelerada: por exemplo, Índia e América do Sul apresentam níveis de uso muito altos, em alguns casos “surpreendentemente altos”, o que pode levar ao leapfrog (salto de etapas tecnológicas) diretamente para sistemas mais avançados.
Na China, a adoção em massa é evidente: em fevereiro de 2025, a base de usuários de IA generativa chegou a 250 milhões de pessoas, e estima-se que 83% dos profissionais chineses já utilizam essas ferramentas, comparado a 65% nos Estados Unidos e 54% no restante do mundo.
Em regiões com menor infraestrutura, a IA generativa chega por meio de smartphones e conexão móvel, permitindo que indivíduos da África à América Latina acessem mentores virtuais, orientação médica básica ou apenas uma companhia conversacional simples.
Muitas pessoas utilizam chats com IA como uma forma acessível de terapia ou companhia emocional. Por exemplo, na África do Sul, onde o atendimento psicológico é escasso (apenas ~1 psicólogo para cada 100.000 pessoas), um usuário relatou que “os modelos de linguagem… são acessíveis a todos e podem ajudar [quando sua saúde mental está abalada]”. Esse suporte virtual, embora não substitua profissionais, oferece escuta e conselhos a quem de outra forma não teria ajuda. Não é coincidência que “terapia e companhia” seja agora o caso de uso nº 1 globalmente. Companheiros virtuais do tipo “amigo/parceiro AI” também surgiram, com os quais as pessoas conversam para aliviar a solidão ou ansiedade (um fenômeno refletido na mídia popular).
A IA generativa tornou-se uma assistente pessoal para diversas tarefas práticas. Usuários domésticos a utilizam para planejar horários, listas de afazeres e projetos pessoais. Um caso típico: “Pedi para ela criar um cronograma para limpar e organizar minha casa antes da chegada de convidados”, recebendo um plano personalizado passo a passo. Outros geram roteiros de viagem detalhados (com recomendações de lugares escondidos e rotas otimizadas) em segundos, ou pedem sugestões de receitas e listas de compras adaptadas às suas dietas para comer de forma mais saudável.
Essa capacidade de organização e aconselhamento prático explica por que “organizar minha vida” entrou diretamente como o novo uso nº 2 mais popular em 2025. Muitas pessoas já assinam ferramentas como ChatGPT, Claude ou Perplexity em casa, e até utilizam integrações no trabalho (como o Microsoft 365 Copilot) para ajudá-las a gerenciar seu tempo e tarefas.
A IA generativa também atua como tutora e coach pessoal. Por exemplo, um estudante de um curso online de análise de dados relatou que utiliza o ChatGPT como guia de estudos: pede explicações adicionais sobre temas confusos, resumos de pontos-chave e ajuda para reforçar o que aprendeu.
Plataformas educacionais já adotaram essa tecnologia: o Duolingo, popular app de idiomas, incorporou IA tanto para criar conteúdo quanto para praticar conversas em tempo real com bots em vídeo, aumentando drasticamente o engajamento dos alunos.
Já existem assistentes de tutoria 24/7 (como o “Khanmigo” da Khan Academy, impulsionado pelo GPT-4) que permitem a estudantes do mundo todo acessar explicações e exercícios personalizados a qualquer hora. Nas salas de aula, alguns professores experimentam a IA generativa para criar materiais, perguntas de prova ou até atividades de escrita criativa.
Ela também é usada na avaliação: ferramentas de correção e feedback automático podem revisar redações ou tarefas com mais rapidez, permitindo que os docentes se dediquem mais ao ensino direto.
A versatilidade da IA generativa deu origem a usos inusitados. Muitos usuários a utilizam por diversão ou criatividade (#7 no ranking global): desde pedir piadas, histórias personalizadas, até gerar imagens artísticas e músicas. Por exemplo, fãs de jogos de RPG usam o ChatGPT como Mestre de Jogo virtual para conduzir campanhas de Dungeons & Dragons, criando narrativas dinâmicas em tempo real. Outros geram músicas e imagens com IA: há uma abundância de covers musicais com vozes sintéticas de artistas famosos, bem como ilustrações criadas com modelos como DALL-E ou Midjourney para projetos pessoais.
No desenvolvimento pessoal, as pessoas recorrem à IA para “encontrar propósito” (#3 na lista) e para introspecção: ajudar a esclarecer valores, superar bloqueios mentais ou receber motivação. Há até casos peculiares: usuários que utilizam a IA para reforçar sua confiança (#18), ter “conversas profundas e significativas” (#29) e tentar conversar com entes falecidos por meio de simulações dos seus entes queridos (#33). Esses exemplos mostram até que ponto a IA se entrelaçou com o lado humano da vida cotidiana, atendendo necessidades emocionais, criativas e sociais que antes pareciam alheias à tecnologia.
Estamos diante do início de um novo relacionamento entre humanos e máquinas?
Talvez a pergunta já não seja se usamos IA, mas como a IA está nos moldando.
E você? Para que usa a IA no seu dia a dia? Conte nos comentários.
Criação e inovação na era da IA
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