Minha experiência no Japão com GeneXus
My Experience in Japan with GeneXus is the story of Carlos Tedesco, one of the winners of the Let’s PLAI contest.
Por Daniel Fernández Koprić | Fundador da Memetica
Quando falamos de ‘Convivência Artificial‘, referimo-nos à interação e coexistência entre seres humanos e sistemas de Inteligência Artificial (IA).
A Convivência Artificial implica a adaptação e compreensão mútua (entre seres humanos e sistemas inteligentes), para alcançar uma convivência harmoniosa na qual se maximize o potencial da tecnologia, gerencie adequadamente a emocionalidade humana e minimizem os riscos associados a uma implementação inadequada.
Neste artigo, compartilharei 8 lições-chave para entender a ‘Convivência Artificial: Interações entre entidades sintéticas e seres humanos‘, que foi o tema principal da minha palestra no Encontro GeneXus – GX30:
A denominação “Inteligência Artificial” é confusa. Esses sistemas não são “inteligentes” no sentido humano, enquanto “artificiais” é uma definição muito vaga.
O que chamamos de IA são sistemas desenvolvidos por seres humanos. Os seres humanos são organismos autoproduzidos e auto-organizados, ou seja, são sistemas autopoiéticos, enquanto os sistemas de IA são heteropoiéticos, ou seja, sua produção provém de seres humanos.
Sistemas heteropoiéticos de IA evoluem com o tempo, são dinâmicos, seja devido à modificação nos algoritmos, como na constante alimentação da base de dados que utilizam. Portanto, uma definição mais precisa para a IA é “Sistemas Heteropoiéticos Dinâmicos (SHD)“.
O estado emocional de uma equipe ou organização define um domínio de possibilidades de ação (Humberto Maturana): emoções positivas ampliam o domínio; emoções negativas o fecham. Os SHD podem narrar emoções sem senti-las, mas ainda conseguem alterar os domínios emocionais dos humanos na interação. Aprender a gerenciar o estado emocional da organização neste contexto permite ganhar produtividade em grande escala.
Não convivemos com os SHD, interagimos com eles em um processo de aprendizado enativo (Francisco Varela). A linguagem e a emoção formam um domínio de convivência exclusivo dos humanos.
“Enativo” é um conceito associado à teoria da mente e cognição. A cognição está relacionada à forma como os indivíduos percebem e entendem o mundo ao seu redor e como tomam decisões com base em seu conhecimento e experiências.
No contexto deste artigo, “Enativo” refere-se a um processo de aprendizado recursivo, um ciclo de retroalimentação entre experiência e ação, onde a cognição envolve a totalidade do corpo.
ChatGPT e outros sistemas gerativos não utilizam linguagem; trocam textos elaborados de maneira probabilística e determinística, por meio de algoritmos que usam dados do passado (Eric Sadin).
Em contraste, nossa dinâmica de linguagem ocorre no presente e em um constante devir, sendo indeterminística e envolvendo emocionalidade.
Os SHD gerativos são básicos: elaboram textos sequencialmente, palavra por palavra, procurando aquela que “deve seguir” conforme sua maior probabilidade de ocorrência, a partir de uma base de dados. Esses sistemas não “pensam” nem “são inteligentes”, nem “criam” nem “linguajam” como nós, humanos.
A equipe da GeneXus submeteu o ChatGPT a uma série de perguntas e contraperguntas, mostrando como esse sistema gerativo “ficciona” quando não possui informações suficientes sobre algo.
Isso é natural, uma vez que o ChatGPT foi alimentado com a literatura histórica da humanidade, cheia de ficções.
Indo além neste experimento, a GeneXus demonstrou que o ChatGPT pode “mentir”, ou seja, descartar informações válidas e recorrer a outras quando é submetido a estresse ao questionar, por meio de novas perguntas, a coerência de suas respostas anteriores.
Para saber mais, convido vocês a assistirem à minha palestra no GX30:
37 palestras para entender o que está acontecendo com o software e a Inteligência Artificial
As 30 Palestras GeneXus Mais Vistas
Curiosidades do Primeiro Encontro GeneXus (+ fotos e vídeos)
10 Perguntas para Nicolás Jodal
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