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Uma nova porta de entrada para o desenvolvimento de software

GeneXus for Agents

Knowledge at the center: GeneXus for Agents connects human intention, AI agents and the Knowledge Base.

Durante décadas, abrir o IDE era uma forma de dizer “vou começar a desenvolver”. Lá estavam os objetos, o código, as ferramentas de depuração e o botão para gerar ou executar. Para quem trabalha com GeneXus, também era o lugar onde descrevíamos o negócio e construíamos nossa Base de Conhecimento.

Hoje, nas conversas sobre desenvolvimento, aparece cada vez mais a ideia do “fim dos IDEs”. Entendo de onde vem: podemos explicar a um agente o que queremos alcançar e deixar que consulte o projeto, proponha e implemente mudanças, execute operações e nos devolva um resultado para revisar. Uma parte do trabalho que antes fazíamos passo a passo dentro do IDE começa a ocorrer a partir dessa conversa.

Michael Truell, cofundador do Cursor, descreve esse percurso como uma terceira era do desenvolvimento com IA. Primeiro veio o autocompletar; depois, os agentes com os quais avançávamos por meio de instruções e respostas sucessivas. Agora surgem agentes capazes de se encarregar de tarefas mais longas com maior independência. Nessa visão, o desenvolvedor dedica mais atenção a definir o problema, dar direção e revisar o trabalho produzido.

A própria evolução do Cursor mostra como a ferramenta muda junto com essa forma de trabalhar. O Cursor 3 organiza sua nova interface em torno de agentes, combina trabalho local e na nuvem, e mantém o acesso ao IDE. O editor, a navegação pelo código e a revisão de mudanças continuam tendo um lugar dentro de um ambiente que agora abrange mais atividades. O desenvolvimento está mudando de centro.

A Anthropic também leva o Claude Code ao terminal e ao IDE. O trabalho agêntico pode começar e continuar em diferentes interfaces, de acordo com a tarefa e a forma como queremos intervir. Esses exemplos ajudam a entender o que está por trás da conversa sobre o futuro dos IDEs: cada vez podemos fazer mais sem que uma única ferramenta concentre todo o processo.

Para o GeneXus, isso se conecta a uma ideia desenvolvida em “GeneXus e o poder do conhecimento“: as tecnologias e as interfaces mudam e, ao mesmo tempo, o conhecimento do negócio evolui. As regras, os dados, as relações e as decisões que explicam um sistema têm uma vida muito mais longa do que a ferramenta a partir da qual os editamos.

Quando uma parte crescente do trabalho é delegada a um agente, muda nossa relação com a ferramenta que antes concentrava quase toda a atividade. Passamos mais tempo explicando objetivos, resolvendo dúvidas e avaliando resultados. O IDE ocupa outro lugar nesse percurso e continua sendo valioso para trabalhar diretamente sobre o sistema, entendê-lo e revisar suas mudanças.

Por isso continuaremos com o GeneXus 18 e seu IDE no Windows. É o ambiente com o qual nossos clientes trabalham hoje e continuará sendo parte de nossa proposta para criar e evoluir suas aplicações. Ao mesmo tempo, o foco desta nova etapa se move para como trabalhar com o conhecimento por meio de agentes.

Assim, ganha mais importância abrir aos agentes o acesso ao conhecimento do GeneXus e às suas operações. A possibilidade de interagir a partir de diferentes ambientes passa a se apoiar também nessa conexão entre o agente e a plataforma.

Para quem já usa o GeneXus, essa direção parte de algo que conhecem bem: a Base de Conhecimento na qual plasmaram as regras, os dados e as relações de seus sistemas. É aí que colocamos o foco com o GeneXus for Agents. Por meio de skills, CLI e MCP, um agente pode aprender conceitos do GeneXus, consultar a Base de Conhecimento e executar operações sobre ela. A conversa se torna outra porta de entrada para esse conhecimento.

A combinação do GeneXus 18 com o poder do desenvolvimento agêntico apoiado no GeneXus for Agents permite desde as operações mais básicas sobre objetos GeneXus até a implementação de funcionalidades sofisticadas que impactam grupos de objetos/funcionalidades, combinar facilmente outras tecnologias no desenvolvimento de uma solução e até mesmo ter um entendimento completo de uma solução com suas principais entidades e funcionalidades.

Esta é a direção que orienta nossa decisão: concentrar nossos esforços na evolução do GeneXus for Agents e sua integração plena com o GeneXus 18. O GeneXus 18 continua com seu IDE no Windows, enquanto ampliamos as formas como humanos e agentes podem trabalhar com a Base de Conhecimento. Nossa prioridade é levar o conhecimento do GeneXus à forma agêntica de desenvolver.

Então, e o IDE, onde está? Continua fazendo parte do trabalho cotidiano de quem precisa dele, mas agora convive com novas formas de criar, compreender e manter software.

Nossos clientes há anos constroem sistemas e acumulam um conhecimento profundo sobre seus negócios, criando ativos digitais que hoje fazem parte de seu diferencial. Queremos que possam explorar e aproveitar esse conhecimento com o GeneXus 18, e que possam evoluí-lo cada vez mais rápido com o GeneXus for Agents.

Nosso foco agora está em aproveitar as possibilidades que os agentes abrem, preservando todo esse conhecimento como uma base sólida para continuar construindo software empresarial confiável.

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